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Psicologia Analítica

A Psicologia Analítica desenvolveu-se a partir da obra criada por Carl Gustav Jung. Nascido na Suíça em 1875, Jung cursou Medicina na Universidade da Basiléia e escolheu a especialização em Psiquiatria ao perceber que apenas nesse campo poderiam caminhar juntos seus dois principais interesses: a natureza e o espírito.

Uma das idéias centrais da obra de Jung é a proposição de que a vida simbólica da mente possui raízes na biologia e no instinto. Toda sua obra foi pensada no sentido da compreensão da mente humana individual inserida na cultura, no mundo, em dois pólos: o corpóreo e o psíquico.

Após a graduação em Medicina, trabalhou durante nove anos como Psiquiatra no Burghölzli Psychiatric Hospital de Zurique. Em 1900 teve seu primeiro contacto com a obra de Freud através da leitura do livro a “Interpretação dos Sonhos” publicado nesse ano. Iniciou em 1906 uma intensa correspondência com Freud que seguiu até 1913, época do rompimento definitivo entre os dois.

Através da observação dos delírios de pacientes psiquiátricos, Jung percebeu que além do inconsciente pessoal, a psique tem ainda camadas coletivas, mais profundas, atemporais, compartilhadas por todos os seres humanos. Essa observação o levou a formular o conceito de inconsciente coletivo.

Entre suas propostas originais, destaca-se a idéia de arquétipos como princípios universais, estruturas básicas herdadas, fundamentadas no corpo e revestidas das experiências pessoais, a soma de todas as potencialidades latentes na psique humana, que pertencem ao inconsciente coletivo. O arquétipo funciona na intersecção entre corpo e mente, podendo ser compreendido como um equivalente psíquico do instinto, uma entidade psicossomática. Tal como o corpo herda uma estrutura que o determina fisicamente, assim também, o funcionamento mental é estruturado por configurações herdadas.

Diz Jung que a consciência individual está vinculada à história vivida pelo sujeito inserido em um determinado momento cultural e historicamente condicionado. A busca da compreensão da criatividade simbólica da psique o levou ao estudo das mais diversas culturas e de diferentes áreas do conhecimento tais como a física, a arte, a biologia, a filosofia chinesa, a filosofia hindu, a alquimia e muitas outras.

Erich Neumann, em Israel, e Michael Fordhan, em Londres, aprofundaram a questão do desenvolvimento da criança a partir do referencial da psicologia analítica. James Hillman propõe uma Psicologia Arquetípica acentuando a relevância do conceito de arquétipo, como a contribuição mais radical e importante de Jung para a história do pensamento psicológico no ocidente. No Brasil, Carlos Byington desenvolve o que chama de Psicologia Simbólica, propondo a idéia de símbolo como motor fundamental para a elaboração e compreensão dos processos psíquicos.

Jung morreu na Suíça em 1961 aos 86 anos deixando, além dos 20 volumes das Obras Completas, uma vasta produção ainda não totalmente publicada.
 

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