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Psicanálise

O século XX começou com dois fatos importantes: Roentgen, com o Raio X, pôde explorar o interior do corpo humano vivo e Sygmund Freud, com a psicanálise, pôde dar início à exploração da alma humana. Ou seja, à Psicanálise em sua essência: uma disciplina cientifica que estuda, investiga e descreve a alma humana.

A Psicanálise começou com um médico austríaco, nascido em 1856, que passou interessar-se pelo sofrimento além do físico. Em 1899, publicou A Interpretação dos Sonhos onde afirmou ser o sonho a via régia do inconsciente, valorizando a existência do inconsciente como uma instância da vida psíquica.

Até Freud, as manifestações psíquicas haviam sido terreno de teólogos, filósofos, anatomistas e neurofisiologistas. A psicanálise instalou-se como uma disciplina cientifica autônoma e inédita: um método para explorar os processos mentais inconscientes e uma técnica para tratar as enfermidades psíquicas.

Em 1910, Freud fundou a Associação Internacional de Psicanálise, IPA em Viena, hoje com sede em Londres. Alguns nomes como Sandor Ferenczi,  Carl Abraham, Ernest Jones,  C.G.Jung, Adler, todos fundadores e amigos pessoais de Freud, reuniam-se para conversar e discutir casos. Aprofundou-se então, a evolução do pensamento psicanalítico desdobrando-se em várias escolas. Este pluralismo de idéias e suas diferenças técnicas resultaram nas fertilizações cruzadas de idéias, característica da Psicanálise.

No Vocabulário da Psicanálise (J Laplanche e J.B.Pontalis) encontramos, entre outras, uma citação de 1922, onde Freud explica o termo análise. Para ele a Psicanálise seria o trabalho de levar à consciência do doente o material psíquico recalcado. O autor indaga-se então, o porquê do termo análise, que significa fracionamento, decomposição e sugere uma analogia com o trabalho efetuado pelo químico. Para ele os sintomas e todas as atividades psíquicas são altamente compostas e os elementos desta composição são as moções pulsionais usualmente desconhecidas. O analista ajudaria o indivíduo a compreender a composiçao dessas formações psíquicas complicadas, relacionando os sintomas às moções pulsionais que os motivam e que eram ignoradas. Esse seria o paralelo com o químico ao separar a substancia fundamental do sal que, enquanto estiver composta com outros elementos, será irreconhecivel.

Alguns pensadores que levaram às escolas:

Melanie Klein :
Ficou conhecida pelos seus estudos e publicações sobre técnicas de trabalho em análise infantil e textos como Inveja e Gratidão. Destacou-se, principalmente, pela elaboração de teorias preciosas sobre o desenvolvimento da psique infantil. 

Nasceu em 30 de março de 1882 em Viena, filha de um medico de Lvov, cidade pertencente ao então Império Austro–, Húngaro. Cresceu em meio a uma família judia de muita cultura. Ao longo de sua vida, ocorreram perdas de entes queridos e próximos, o que a levou à depressão.

Por volta de 1918, iniciou análise com Sandor Ferenczi, que percebeu seus dotes em compreender crianças, e em 1920 entrou para a Associação Internacional de Psicanálise. Em 1925, foi convidada a ir a Londres dar conferências sobre suas teorias e técnicas sobre análise infantil. Em 1937, publicou "Amor, Ódio e Reparação", juntamente com Joan Riviere e em 1957, "Inveja e Gratidão", uma de suas principais obras. Morreu em 22 de setembro de 1960.

Donald Winnicott:
Nascido em 1896, na Inglaterra, filho de família abastada. Forma-se médico, especializa-se em pediatria e inicia análise com James Strachey em 1923. Interessa-se pelas teorias e técnicas de Klein e com suas observações desenvolve novas técnicas.

Suas idéias podem agrupar-se em três grandes áreas: a tarefa da mãe, suas qualidades e as dificuldades que podem surgir no processo da maternidade.

Winnicott enfatiza que o individuo só se reconhece como tal a partir do olhar do outro, uma relação imprescindível para a existência e desenvolvimento do self. O conceito da “mãe suficientemente boa” é fundamental em sua obra.

Winnicott afirmava que o homem maduro é aquele capaz de identificar-se com a sociedade sem ter que sacrificar excessivamente sua espontaneidade. Além disso, conseguiria atender suas necessidades pessoais sem tornar-se anti-social e aceitaria responsabilidades quando necessário. Morreu em Londres em 25 de janeiro de 1971.
 

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